Capítulo
Dois
Tempo
::::::::::::::::::::::::::
Anos depois...
Tsukushi abriu
os seus olhos ao não mais sentir o calor de seu marido do seu lado,
fechou e abriu seus olhos para poder despertar, dirigiu seu olhar para a janela
e se deu conta que ainda não havia amanhecido, checou o relógio
e notou que eram duas e meia da manhã.
Levantou-se da cama e pois sua camisola de seda cor branca acompanhando seu
chinelo, seus pés tocaram a madeira e começou a caminhar.Tsukushi
tinha uma boa idéia de onde se encontrava o seu marido, abrindo a porta
se dirigiu para o quarto oposto. Ela abriu a porta lentamente e com delicadeza.
A primeira coisa que viu foi Rui sentado na poltrona com sua filha, o dois
dormindo.
Rui estava sentado incomodamente para dar espaço para sua filha de
três anos, Tsukushi sorriu e se aproximou deles. Levantou sua filha
suavemente para não desapertá-la e a pôs em sua cama cobrindo-a
com sua manta rosa, depois se encontro em um dilema se acordava seu marido.
Não sabia se era razoável o fazer, ultimamente Rui não
estava dormindo bem e agora que havia conseguido ela não o queria interromper.
Pensando melhor, ela decidiu se retirar em silencio, mas antes pegou a manta
que estava por cair da cadeira e acomodou em seu marido.
Ela se aproximou dele e seus sentidos despertaram como sempre o primeiro que
fazia era sentir o doce perfume em seus cabelos marrons. Rui abriu lentamente
seus olhos e viu como sua esposa estava próxima dele.
"Tsukushi" ele chamou baixinho, ela voltou e lhe sorriu.
"Pensei que estava dormindo e não queria te acordar" respondeu voltando a ele
"Não" lhe disse enquanto tomava a mão dela e acariciava suavemente, levemente tocando sua pele. "Amo-te" beijou sua mão, seus lábios tocando a pele de sua mulher.
"Eu também" Tsukushi sorriu, mentindo lhe outra vez.
Ele sabia, sabia tudo dela, sabia que quando mentia seus lábios formavam um sorriso melancólico, seus olhos se focavam nele para tratar de enganá-lo e no final ela mudava o da voz e a conversa.
"Até que por fim você conseguiu dormir, que bom! Agora vamos para a cama" falou rapidamente e caminhou para a porta "Você vem?".
"em um momento"
Rui viu a figura de sua esposa deixar o quarto, nada havia mudado desde que
descobriu esse diário. Ela acreditava que ele não sabia e ele
a deixava crer nisso e algumas vezes ele mesmo queria viver nessa ilusão.
A verdade é que continuamente ele esquecia essas palavras escritas
e às vezes realmente acreditava que Tsukushi havia chegado a o amar,
mas eram coisas como essa que o devolvia a sua realidade.
As mentiras de amor que Tsukushi dizia. Rui sabia que ela o havia sido fiel,
mas também porque Tsukasa estava muito pouco no Japão, além
que ele confiava na lealdade dela.... às vezes lhe atacava o ciúme
e eram dias como esses que não podia dormir. A única que podia
tranqüilizar isso era sua filha, sua pequena Yoshe (beleza).
Sim!, Ela era beleza em todo o sentido da palavra, sua inocência era
a mesma que tsukushi perdeu ao ter que entrar em um mundo que não a
correspondia. Rui havia falado uma vez, mas desta vez não o faria,
ele se encarregaria de proteger a sua pequena ante tudo e todos.
As coisas em sua vida não haviam mudado tanto desde o segundo grau,
os quatro, contudo seguiam sendo amigos, claro que Rui e Tsukasa agora guardavam
uma distância que antes não existia, mas parecia que as feridas
do passado se apagavam com o tempo.
A única diferença era que agora tinha que dominar uma empresa
e milhares de vidas,
Antes ele quis se negar a esse tipo de vida... a esse mundo de hipocrisias.
Mas agora...
Com a maturidade de um homem de 28 anos ria desse menino de 18, que pouco
sabia do mundo, tratando de se fechar crendo que ninguém mais do que
ele sofria no mundo, agora se dava conta que muitas pessoas sofrem pior que
ele.
Sua esposa mesmo, Rui sempre havia podido ler a Tsukushi desde que a conheceu,sabia
perfeitamente o medo que sempre vivia... Medo de ser descoberta... Medo de
que Tsukasa já não a amasse... Medo que ele não a ame...
Medo de ser julgada... Medo que sua filha a julgue... Medo de perder tudo
e a todos.
"Rui" Chamou ela "Vamos?".
Ele despertou de seus pensamentos e se levantou da poltrona, ao ver isso tsukushi seguiu caminhando. Rui deu uma última olhada em sua filha e alguns segundos ele se deu conta de algo... Para cuidar de sua filha tinha que cuidar de tsukushi.
***
"O vôo para o Japão se atrasou, por favor esperem nos acentos.
O Senhor será chamado" a simpática senhorita repetiu pela
segunda vez para o passageiro. Ela tratou de brindá-lo com seu melhor
sorriso fazendo a mostra seus perfeitos dentes brancos.
"Obrigado, mas já entendi da primeira vez" ele disse um pouco irritado, mas tratando de ser educado. Não espero resposta e voltou ao local de espera da primeira classe.
Os acentos eram
de couro, o piso de mármore e tudo mais de outro. Tudo era frio na
cidade de Nova York, era dezembro e a neve não se fez esperar. Havia
caído em toda a parte dos Estados unidos e por tanto tinha que esperar.
Por alguma razão havia sentado atrás de uma janela que o deixava
ver as pessoas entrar e sair. Seus olhos viam um pai deixando um filho, um
amigo se despedindo de outro, um irmão despedindo de um irmão,
uma esposa se despedindo de seu marido e um.. um adolescente alcançando
uma garota.
Ele viu a si mesmo, recordou como esse dia correu para o aeroporto para alcançar-la,
para não perde-la... mas .. no final não serviu de nada.Viu
pela última vez os adolescentes e desejou melhor sorte ao menino, seus
olhos buscaram por qualquer outra paisagem não importava qual... Não
podia se permitir recordar mais ou voltaria a sair e já não
podia mais.
"Finalmente havia se cansado de recordar, de perguntar "o que havia
acontecido a ele" ou "O que havia acontecido"... já
não podia. Ainda sabia que não podia voltar a amar alguém
como amou Tsukushi, sabia que ao menos podia se enganar com uma ilusão
e ser feliz. Tinha que se resignar e amar de longe, ainda que não gostasse,
ele havia a perdido por sua própria culpa, agora já podia pensar
nas coisas friamente e criticava cada passo tomado por ele. Ele fez tudo mal,
a empurrou para Rui ainda que ela lutasse, ainda que no final já não
podia fazer nada e reclamou com Rui.
Agora tinha uma filha, o símbolo do 'seu amor' e a verdade... A menina
era linda, o nome dava a perfeição Yoshe. Ironicamente era padrinho
da menina por sorte, ou por maldição, ainda hoje ela não
sabia que eles já haviam decidido isso muito antes de Tsukushi entrar
em suas vidas. Como estranhava, nesses anos ele havia querido manter sua mente
ocupada e decidiu trabalhar integralmente com sua empresa, realizando o sonho
de ua mãe, convertendo a corporação Doumyoji a segunda
do mundo,matando totalmente sua competição, e agora com tantas
responsabilidades não tinha tempo para nada e isso incluía a
seus amigos e Tsukushi.
"estou cansado"murmurou ele e pela primeira vez entendeu as palavras em perfeição. Sim estava cansado de fugir de seu presente, todo esse tempo havia se escondido nos Estados Unidos, em suas ilhas, em suas casas, em seu trabalho, nos aeroportos com os relógios. Já não, Doumyoji Tsukasa não era dessas pessoas que escapavam e finalmente se deu conta que isso estava dando seus resultados. Já estava cansado de correr, devia e queria regressar a casa.
"Com tudo arrumado, voltarei a Tokyo" disse por seu celular, depois levantou e foi aonde uns minutos a senhorita havia dito para esperar.
"Desculpe"
"Sim?"
"Pode mudar minha passagem para o Japão?"
"Oh, não sei... deixe me ver" A moça começou a digitar rapidamente no teclado de seu computador e checou as passagens da primeira classe. "Sim senhor, não há nenhum problema" sorriu, Tsukasa entregou sua passagem e ela entregou outra com destino ao Japão.
"Obrigado"
"De nada senhor"
***
"Mamãe!! Olha!!" Yoshe gritava enquanto dançava ao redor do jardim de sua casa.
"Muito bem Yoshe. Muito bem" Tsukushi enquanto a afagava "Aonde aprendeu?" perguntou enquanto a tomava em seus braços e sentava em sua saia.
"Tia Shizuka me ensinou"
"É sério... Por quê?" Perguntou sua mãe com curiosidade.
"Ela me disse que cada vez que sentisse que ia chorar que fizesse isso para que as lágrimas não caíssem."
"Te disse isso?" Tsukushi falou com animo, já que fazia recordar de sua juventude e quando sua amiga a havia dito o mesmo. Pena que nunca funcionou.
"Sim"
"E funciona?"
"Não sei mamãe,nunca tive vontade de chorar" disse a menina abraçando mais sua mãe.
"Nunca? Mesmo quando brigamos com você".
"Não" a menina disse saltando da saia de sua mãe e correndo para seu papai que acabava de chegar. Tsukushi observava sua filha correr para seu marido, seus pequenos pés tocando com rapidez a grama verde.
"Olá Yoshe" a menina respondeu com um abraço forte. Rui a pegou e caminho até Tsukushi que estava sentada tranquilamente vendo eles com ternura.
"Olá Tsukushi, Como está?" Rui se inclinou e colocou um beijo na testa de sua esposa enquanto Yoshe se pendurou no seu colo.
"Bem, Rui, bem. E você como foi de viajem?" Rui colocou a menina no chão e a deixou continuar jogando enquanto conversava com sua esposa. Ele se deitou, deixando descansar a sua cabeça em suas saias de seda.
"Desconheço-te" disse enquanto pegava sua mão esquerda e beijava.
"Rui"
suspirou ela enquanto sua mão livre acariciava a seus cabelos. "Rui
nós mudamos" disse ela com nostalgia.
"Sim, você está mais bonita"
"Seu cabelo está mais curto e você os põem para trás, alem do que cresceu um pouco mais.Diria que algo em teu olhar em seu rosto mudou, mas não sei o que é" Tsukushi começou a falar tranquilamente com uma voz baixa. Não se dizia nada, mas bem parecia que estava pensando alto.
"E você... seu cabelo está maior e sedoso,seu rosto está mais fino, sua pele mais suave. Cada vez mais se distancia de mim."
"Rui, não
fale assim" ela lhe chamou atenção.
"Tsukushi, devemos nos casar pela igreja" Rui propôs mudando
seus olhos de doçura para um olhar um pouco mais sério.
"Não Rui, Para que? Você nunca acreditou em Deus" ela o respondeu com tranqüilidade.
"Tem razão" seu olhar mudou e seus olhos a viam com doçura, enquanto seguia acariciando sua mão com delicadeza. Os dois ficaram assim por alguns minutos, vendo a sua filha correr pelo jardim até que o som do celular de rui interrompeu a tranqüilidade dos dois. Rui parou e atendeu.
"Hello"
"Rui?"
"Sim, o que deseja Akira?" Rui perguntou reconhecendo a voz de seu amigo imediatamente.
"Queria te avisar, Tsukasa está no Japão"
"Por quanto tempo?"
"Ele vai voltar a viver aqui"
"É sério?"
"Sim"
"Ok. Isso será interessante. Tenho que ir. Tchau Akira" Rui guardou seu celular, sua expressão não havia mudado, seus olhos estavam igualmente serenos.
"Que queria o Akira?" Tsukushi perguntou com curiosidade.
"Oh..nada importante, te direi mais tarde. Agora temos que entrar parece que vai começar a chover" Rui caminhou aonde sua filha agarrou sua mão, Tsukushi os esperava sentada. Quando viu eles se aproximarem, ela se levantou e pegou a mão que seu marido oferecia. Para todos eram uma família feliz estava entrando em sua casa antes de uma tormenta de verão.
Continuará
Nota: Minha Fic one shot ( um só capitulo) se converteu em maior...
^ . ^. Bem espero que todos estejam bem e que tenham desfrutado desse capitulo.
Todo Hana Yori Dango é © de Kamio Yoko , Shueisha, Bandai, and Toei Animation.
Todas as figuras do manga,anime e live action são usadas sem permissão.Contudo não há intenção de uso comercial.
Usado de Fã para Fã.
Layout by Sahra B.R


